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Mostrando postagens de março, 2017

Eu, tu, ele, nós, vós...

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*Texto publicado originalmente em 02/2016 O texto dessa semana tem a proposta de desafiar você, estudante, pai de estudante, professor, diretor, ocupante de algum cargo no governo ou simplesmente, indivíduo que compõe a grande parcela da sociedade que diz acreditar na educação como forma de mudanças e melhorias para o mundo. Pauta em praticamente todas as reivindicações sociais, o investimento na educação, assim como na saúde e segurança está sempre presente nos discursos da população em geral e também, nos discursos daqueles que se candidatam a cargos públicos que viabilizam a luta por garantia de melhoria nessas áreas. Pais, professores, diretores, profissionais e pesquisadores da área e uma parcela dos estudantes também reivindicam, em seus discursos, uma educação de qualidade. Mas e para além dos discursos, como se dá a efetiva atenção e ação de todos esses indivíduos para que as reivindicações se concretizem de fato? Estamos iniciando mais um período de retorno às a...

Libertar-se das amarras: A história que cala, consente

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*Texto publicado originalmente em 03/2016 Quando falamos sobre a História do município de São Lourenço do Sul, geralmente destacamos algumas figuras históricas que tiveram importância devido ao status social, político e econômico na região. Nomes como Jacob Rheingantz, José Antônio de Oliveira Guimarães, Donanna e Antônio Francisco dos Santos Abreu são facilmente encontrados nos diversos textos que versam sobre a história do município. Além disso, existe uma ênfase historiográfica (?) na questão da imigração. A história supervaloriza a colonização germânica que, reconhecidamente, foi responsável pelo desenvolvimento de São Lourenço do Sul. Apesar disso, seria um equívoco pensar que aqui no nosso chão somente os nomes que aparecem nos escritos fizeram história. Em nossa região, muito antes da chegada de moradores de descendência européia, índios habitavam as matas e campos. Quando a região (ainda freguesia de Pelotas) passou a receber os primeiros moradores que, em sua maioria ...

Mais uma, duas, três e contando...

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*Texto publicado originalmente em 03/16 O fim de semana de Carnaval ainda estava no início quando, ao conectar na Web, passei a ler as mais diversas notícias relatando atos de violência contra mulheres. Sinceramente, não esperava que esse ano as coisas fossem ser diferentes. Apesar de toda a preocupação e atenção atual voltada aos casos envolvendo machismo, desde feminicídio, estupro, até agressões físicas e verbais contra mulheres, as notícias sobre esse tipo de violência não param de aumentar. A temática tem sido amplamente debatida e divulgada tanto na mídia quanto fora dela. Nos últimos anos, surgiram centenas de grupos femininos com o intuito de chamar a atenção para a importância de combater todo o tipo de violência contra as mulheres. Em contrapartida, parece que, mesmo com as últimas conquistas femininas por igualdade de direitos e punição legal para crimes de violência contra mulher, a impunidade ainda vigora. Basta poucos minutos lendo os comentários abaixo de notícias...

Mundo virtual: não basta ver/ler para crer

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*Texto publicado originalmente em 05/2016  Existe um ditado que diz que nada é realmente aquilo que parece ser. No mundo virtual, essa afirmativa tende a ser impulsionada pela nostalgia da aparente magia das coisas. Segunda-feira, iniciamos o dia com a notícia de que a justiça havia determinado o bloqueio de um dos principais aplicativos de comunicação – o Whatsapp. Tão logo a notícia surgiu, com ela surgiram os mais diferentes tipos de informações equivocadas sobre o suposto motivo do bloqueio. Alguns compartilharam links dizendo que a culpa era do governo, outros, usaram o argumento de que o Telegram estava sabotando o Whatsapp para ganhar mercado. Enfim, o desfecho sobre o bloqueio do aplicativo fez surgir a notícia de que a rede social Facebook também seria bloqueado. Tudo boato! Da mesma forma que estes boatos se espalharam rapidamente na rede, outros milhares de boatos são espalhados através de compartilhamento todos os dias. As “notícias” são as mais variadas: desde...

O que é considerado alimento saudável para uns pode ser potente veneno para outros*

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*Texto publicado originalmente em 02/2016 Você já parou para pensar que, independente das escolhas que fazemos, do emprego que temos, do local onde moramos, dos amigos que cultivamos, enfim, das nossas ações de um modo geral, existem elementos importantíssimos que estão relacionados com nossa energia vital e nossa saúde e sem os quais não sobrevivemos? Um desses elementos é a alimentação. Quando você vai ao supermercado, você escolhe os alimentos pelo valor da gôndola, pelas informações nutricionais ou simplesmente não se dá o tempo de ler as embalagens? Você sabe o que são alimentos transgênicos e derivados de transgênicos? Sabe que eles já tomaram conta das prateleiras no comércio de alimentos? Você sabe reconhecer um alimento transgênico em meio a variedade que é disponibilizada no mercado? Hoje dedico este espaço para escrever a você sobre os alimentos geneticamente modificados. Tecnicamente, não sou uma especialista no assunto, mas com alguma pesquisa aprofundada e in...

Os índios têm nome

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*Texto publicado originalmente em 12/2015 Os índios têm nome. Quando chegaram a América, os europeus batizaram esta terra e os nativos que nela habitavam. Erroneamente, chamaram de índios aqueles que acreditaram se tratar de habitantes das Índias. O equívoco em utilizar essa nomenclatura sobreviveu ao tempo e talvez tenha sido uma das formas de facilitar a justificativa para transformar as centenas de comunidades nativas em uma só, a qual deveria dar espaço aos invasores, comportar-se de modo civilizado – leia-se, segundo aquilo que os europeus acreditavam ser o comportamento ideal de uma civilização – e servir aos interesses de outra cultura. E a cultura dos nativos? Em 1.500, estima-se que havia aproximadamente 1.200 línguas nativas faladas no Brasil. Também havia cerca de 1.300 etnias nativas que somavam um total de até 5 milhões de indivíduos. Havia também um território de aproximadamente 95% de florestas, onde esses nativos viviam e mantinham uma relação sustentável com o...